Quarta-feira, 21 de Setembro de 2005
A ferro e fogo
As pessoas que realmente importam são assim, como ferro em brasa... deixam marcas para a vida.
Só não percebi ainda se isso é bom ou apenas inevitável.


publicado por Laura Abreu Cravo às 13:32
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Comentários:
De o cubano a 21 de Setembro de 2005 às 17:55
"Texto" de um amigo do "cubano":
Penso em mim. Penso em ti. Penso em nós. Penso na presença sempre ausente e na ausência sempre presente. Coisas do sentimento que a saudade, professora do hoje, traz à lembrança no constante do actual. Recuando no tempo, rememoro as nossas vidas juntas, naquele exercício de ser feliz de que éramos exímios participantes.
Passem-se dias, horas, meses, anos... amadureçam as ilusões da vida..., e não envelhecem as recordações. Elas são jovens perenes, a despejar lampejos de beleza nesse tempo de hoje, já cansado do amanhã.
E assim, dos momentos que ficaram, surge o recordar, que é trazer de volta ao coração. Como esquecer as descobertas mútuas que fizemos, as conversas a meia-voz, os abraços (principalmente, o primeiro que demos) na dança do quotidiano, as alegrias das manhãs, as mãos dadas e os silêncios compartidos?
Sem palavras, entendíamo-nos. Cumplicidade total. Linguagem dos afectos, procurada em vão pela maioria dos mortais. Tínhamos o nosso próprio ritual e nele nos fartávamos de emoções numa mistura de pele, olfacto, tacto.
Chorámos com infantilidade ao assistirmos a um filme que falava em volta ao passado e rimos das nossas roupas molhadas, num banho de chuva torrencial, ao sair do cinema. Tudo connosco era conivência e partilha. Das caminhadas à beira-mar nos dias quentes de verão até às conversas aquecidas pelo fogão a lenha nas noites de Inverno
De entre as memórias que passo a limpo, uma se destaca: a tua insistência enfática para que eu exercitasse o mister de escrever. Escrevo por ti e para ti, porque talento é mera decorrência da motivação. Estás nas entrelinhas. Por trás de todo o aprendiz de escrevinhador existe quem o inspira. Aliás, devo-te muitas outras coisas. Desnecessário enumerá-las. Sabemos bem quantas e tantas são.
E foi preciso perder-te para encontrar o significado de cada gesto impensado e inconsequente que cometi.
Tentei fugir a todas as lembranças, mas é inútil resistir ao inevitável. Desisto. Contra o óbvio não há resistência. E, por mais irónico que possa parecer, encontro na tua ausência a presença do mais real.
Afinal, encontro como o nosso é um privilégio a ser conservado em redoma de cristal porque é transparente e nunca deixa de existir, como escrevi num texto adivinhado, mas pobre de estilo. Há encontros que não terminam com a distância, que não acabam com o tempo...
Sempre é oportuno passar a limpo “as marcas da vida”. Desculpa o rascunho!


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Laura Abreu Cravo
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