Segunda-feira, 19 de Março de 2007
A princesa (adaptado do original de Maquiavel)
Desde muito cedo fui aprendendo que o critério essencial a ter em conta, na aferição dos nossos actos, é a eficácia. O canalha deve sempre desferir um golpe certeiro e apropriado a deixar o adversário no chão, com ferimento suficientemente grave para que este fique impedido de retaliar e parar a marcha, já em curso, para a produção do resultado pretendido pelo primeiro. Na maldade, a dissimulação é o caminho óptimo para a elevação e, sem elevação, um canalha não passa de um mero ladrão de galinhas. E um ladrão de galinhas nunca se senta à mesa com os senhores da casa.


publicado por Laura Abreu Cravo às 16:11
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Comentários:
De AMJ a 21 de Março de 2007 às 15:02
O insucesso do César (não confundir com o outro que teria apenas o determinante, sem a contracção com o artigo definido) não lhe deve ser atribuído, mas terá sido antes um resultado da morte de seu pai Rodrigo, o papa Alexandre VI.
No que fazia era exímio (requintes de malvadez e eficácia na sua estratégia bélica) e soube rodear-se (diz que Leonardo da Vinci foi um dos seus engenheiros de guerra) das pessoas certas para a concretização dos seus intentos.
Fez jus ao nome que ostentava, do tal outro que ainda admiro mais.
Pena que um César tivesse a sua própria agenda e o segundo fizesse a sua depender daquela de seu pai.
E sim, eficácia é a palavra.


De Klatuu o embuçado a 19 de Março de 2007 às 23:49
O Maquiavel sofria de «eficácia da inteligência»... mas no fim a morte fodeu-o... e o seu modelo de Estado não é hoje o nosso.


De Ithaki a 19 de Março de 2007 às 17:22
a nossa conversa de sempre [http://politics-and-prose.blogspot.com/search/label/teorias%20amuse-bouche]: não há nada tão mau como a falta de eficiência (e sim, de eficácia). na maldade, isso - como o resto - é ainda mais evidente. mas, às vezes, nem a eficácia chega. césar bórgia não conheceu um grande destino (e ninguém lhe retira o mérito de ter sido um primor nalgumas peculiares e sinistras formas de maldade) e olha que esteve bem longe de ser um ladrão de galinhas. talvez aconselhar o canalha a evitar a maldade e enveredar apenas por caminhos de uma fina ironia? ou nem chega para tanto? se não, (de facto) talvez parar de tentar ser uma coisa para a qual - claramente -não nasceu...


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