Sexta-feira, 30 de Setembro de 2005
Música para os meus olhos
Ontem à noite, mais para combater a inércia do que por real admiração pelo trabalho da artista em causa, juntámos um agradável grupo de quatro pessoas para assistir, no Casino (do) Estoril, ao concerto da Mafalda Veiga. Ao que percebi último de uma série de concertos gratuitos organizados por aquela instituição(!)...
O concerto foi aquilo que se podia esperar dele, morno, às vezes morto, mas com momentos de rara beleza, mais pelas letras do que pela voz ou pela melodia, e sobretudo o retorno a outros tempos na simplicidade com que hoje olhamos ao longe os problemas complicados da adolescência.
Contudo, à parte da música, realmente marcante foi a verificação de que este tipo de acontecimentos é um enorme filão de material para estudo sociológico. A sério que gostava de ter o poder de transformar algumas daquelas pessoas em imans para frigoríco, para poder olhar para elas todos os dias de manhã, e ter um pós despertar um bocadinho mais animado.
Não só havia de tudo num infindável catálogo de humanidade absolutamente deprimente, como era essa mesma humanidade dotada de uma total ausência de noção do espaço e da circunstância.
Não pode haver espectáculos gratuitos sem qualquer outro critério para permissão de entradas... Momentos houve em que a voz da artista ela largamente sobreposta pelo burburinho das conversações sobre a bola, o supermercado, o liceu e o casamento da vizinha.
Espero, ao menos, que o Sr. Hoo tenha podido deduzir aquilo nos impostos...


publicado por Laura Abreu Cravo às 16:35
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005
Sangue do meu sangue
*Conversa ao jantar, no reencontro familiar discutia-se a vida:*

Ela - Oh Mãe!... Eu também não tenho assim tão mau feito...é só de manhã...

Mãe - Claro que não querida...toma...(e passa-lhe um pos-it onde acabou de escrevinhar uns números)

Ela (depois de ler o papel) - Para que quero o meu número de telefone?

Mãe - Para TE telefonares, um dia destes, querida... e perceberes...

publicado por Laura Abreu Cravo às 11:14
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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2005
Hoje acordei...
*Blergh*

publicado por Laura Abreu Cravo às 12:39
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2005
Post que pelo menos um dos leitores perceberá
Autora: Maria Alice Estrella (o google tem recursos infindos...)

A graça de algumas palavras só faz sentido quando acompanhada da originalidade, ou da citação devida, caso contrário perde-se na pequenez de se ter roubado pensamentos que não são nossos....


publicado por Laura Abreu Cravo às 17:32
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Afectos
Homens e mulheres são, realmente espelhos de sentimentos. Uma mesma realidade origina construções tão distintas, que o encontro de vontades se torna não apenas quase-impossível, mas sobretudo exasperante na tentativa.
As mulheres sentem uma incontrolável (e desesperada) necessidade de reconduzir tudo a afectos.
Os homens sentem necessidade de reconduzir tudo o que são afectos a outra coisa que lhes interesse mais.
As mulheres acham que tudo o que se demonstra numa relação a dois decorre de afectos.
Os homens acham que, se demonstram afecto numa relação, tem necessariamente que decorrer dali alguma coisa que valha a pena.
Conclusão: As mulheres são, por definição, seres afectados. Os homens não se deixam afectar por isso...


publicado por Laura Abreu Cravo às 14:14
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005
Vida real em tempos de guerra
(...)
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.


Fernando Pessoa, 1913


publicado por Laura Abreu Cravo às 17:36
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Dizeres para Soares
Life is hard... and then You run for president...

publicado por Laura Abreu Cravo às 15:21
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Ai a logística....
Quem partilha este meu cantinho de mundo, conhece a minha visão sobre as relações entre homens e mulheres e as minhas expectativas (ou a ausência delas) no que a tal matéria diga respeito...
Contudo, e apesar de cada vez mais me convencer da total necessidade do meu cinicmo caústico para sobreviver ao sexo oposto nos dias de hoje, um pequeno espisódio doméstico recordou-me a real utilidade de alguns homens, e bem assim, da facilidade de substituí-los.
1) Sexta-feira à noite, vontade de sair de casa zero, Dvd d' "O Sexo e a Cidade" - complete first season, ali, por estrear... Ponho o disco no aparelho de DVD, carrego no comando...morto! Não eram as pilhas, e nem mau contacto (coisa que confirmei atirando-o ao chão várias vezes, não fosse estar só a precisar de uns abanos...), as pilhas tinham oxidado e o dito comando foi à vida. A menos que quisesse ver a série em dinamarquês e sem legendas, tinha de fazer alguma coisa.
2) Arrasto-me até a grande superfície mais próxima, na esperança de resolver o meu serão adquirindo um "comando universal". Regresso a casa, o comando novo não funciona naquele aparelho, embora as instruções o dêm por indicado para a marca em causa. Volto à grande superfíce, simpaticamente me trocam aquele por outro comando, enquanto me dizem, com ar de pena "É ir tentando, até que um funcione..."
3) Ao quinto comando impotente, tive um ataque de fúria, dirigi-me à grande superfície, já em desespero , blasfemando, rosnando impropérios ao mundo em geral, espumando e com os olhos raiados de sangue, resolvi, finalmente o meu problema: Comprei um novo aparelho de DVD, e vim para casa toda contente.
Eu costumava achar que precisava de encontrar um homem que me ajudasse a lidar com estes problemas de logística, mas porquê maçar-me, se o futuro aceita VISA ?


publicado por Laura Abreu Cravo às 14:25
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Retrato em Branco e Preto
Já conheço os passos dessa estrada, sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho e sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior, o que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto, evito tanto
E que no entanto volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo feito um tolo, procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras, versos, cartas
Minha cara, ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado, eu trago o peito tão marcado
Vou colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Tom Jobim e Chico Buarque


publicado por Laura Abreu Cravo às 14:12
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Sábado, 24 de Setembro de 2005
Slogan autárquico... o seu a seu dono
Um jardim para cada bairro...

Uma sopeira para cada suburbano...

publicado por Laura Abreu Cravo às 21:50
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Laura Abreu Cravo
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