Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
Sou ocasionalmente abordada por leitores simpáticos que, ante a ligação do nome da autora aos registos, se surpreendem com o “tom pessoal da escrita” — que não imaginam coadunável com o seu temperamento. Não se iludam, caros leitores; a única coisa “pessoal” neste blogue, é o facto de ser escrito (até prova em contrário) por uma “pessoa” (até ver). O resto é patchwork, cosmética e fogo de artifício em doses moderadas.


publicado por Laura Abreu Cravo às 12:11
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Das coisas que realmente m’ atormentam
O invernou chegou altivo e ocupou os dias nossos. As noites cortantes para os mais audazes, os dias de um frio arrependido na timidez de uns raios de sol frouxos. Desde Sábado que passam por mim, na rua, os primeiros cachecóis deste ano e paira, nos lugares públicos, um cheiro vago mas permanente da naftalina trazida nos casacos dos frequentadores. No Chiado, castanhas que queimam as pontas dos dedos e uma Fnac sobreaquecida que nos alenta do frio enquanto nos despe (desaforadamente) a carteira; e, por todo o lado, a ameaça da inevitabilidade natalícia. Entre o consumo desenfreado dos que (disciplinadamente) se antecipam nas compras e a multidão que passeia as mais diversas formas de pagamento, uma preocupação crescente me invade a alma:
Serei eu a única pessoa que acha que as colecções de sapatos de este Inverno não têm nada para dar ao mundo? Voltaremos a este assunto.


publicado por Laura Abreu Cravo às 11:53
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
E ontem à noitinha
Há uma categoria de malucos que se diverte indo a concertos de jazz e fazendo, ao fim de alguns minutos, o seguinte exercício: ignorar tudo o resto, ouvir apenas o contrabaixo, isolá-lo, como se só existissem ele, nós e o resto do silêncio.
Ontem, pelas mãos de Ahmad Jamal, conheci James Cammack, o melhor contrabaixista que tive o prazer de ver tocar nos últimos tempos.


publicado por Laura Abreu Cravo às 16:06
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Dia 7 de Novembro, à noitinha

 

 
Depois de ter passado uma semana em semi-privação de sono (com mais dois convivas apreciadores) algures no início do Verão, para ver, entre outras coisas, os Interpol, não quis deixar de ir ao Coliseu para ouvi-los sem mais sete bandas a encher chouriços pelo meio (a bem da verdade, ainda estou para acertar contas com alguém pela seca que tive de aguentar à conta de uns tais de Scissor Sisters, coisa muito gay friendly e politicamente correcta — pela biodiversidade — mas que eu, francamente, teria dispensado).
No mais ainda estou para perceber a nova moda que para aí anda de dizer que os Interpol (que toda a agente aplaudia como génios do novo panque-roque) são afinal uma banda mediana a atirar para o fraquinho. Como a opinião geral há muito que deixou de me interessar, mais ainda quando se trata do que ouvir lá em casa, passo a informar que no dia 7 de Novembro, às 11 da noite, começou um óptimo concerto, por uma banda que sabe o que está a fazer e que (Deus seja louvado) não trata quem os tenha ido ver com a simpatia artificial de quem esteja a tocar no Natal dos Hospitais.
Artistas frios? Gostamos e ficamos gratos. Os amigos vão lá a casa.


publicado por Laura Abreu Cravo às 15:47
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
28

 

Dos prazeres até a graça.



publicado por Laura Abreu Cravo às 10:13
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
essay on overtrying



publicado por Laura Abreu Cravo às 12:10
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
Cosmética
Qualquer coisa que actuasse— lá dentro da nossa alma— como um exfoliante: afastando as células mortas, as histórias apodrecidas, os planos não concretizados, as pessoas cuja imagem roça a putrescência. E nos deixasse seguir, com as ideias lisas, prontas para novas estropiações.


publicado por Laura Abreu Cravo às 16:21
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tentar demasiado


publicado por Laura Abreu Cravo às 11:19
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Instada pela Sofia, pela Isa e pelo Nuno Ramos de Almeida, acolho “a corrente da página 161”. Note-se que as regras me parecem um tanto ambíguas, e que uma interpretação mais literal vos deixaria a braços com uma qualquer interessantíssima consideração sobre a blindagem de estatutos de sociedades anónimas cotadas em bolsa. Porque, apesar de tudo, ainda me resta alguma compaixão pelo próximo, segue a quinta frase da página 161 do único livro não jurídico que está aqui ao lado: Narciso e Goldmundo, de Hermann Hesse, que um amigo depositou nesta mesma secretária, há uns anos:
“Não se pode ser feliz sabendo que tudo em breve passa e acaba.”
E esta, meus caros, até parece feita por encomenda.


publicado por Laura Abreu Cravo às 11:05
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Laura Abreu Cravo
Em@il
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