Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
Longe de casa


publicado por Laura Abreu Cravo às 16:41
link do post | comentar | ver comentários (3) |

E, de repente, percebemos que determinada coisa — tal qual a concebemos — não é mais do que uma dimanação imaginativa, sem correspondência com os factos ou a iníqua realidade. As pessoas não se “despessoalizam” em nome da proximidade, nem despem o manto de vontades e ambições que carregam. Por isso, é importante ouvir-se com atenção e acreditar (sempre) quando alguém nos diz que não é grande coisa como ser humano. Não acreditar na bolha da perversidade como concepção romântica de instrumento de defesa para almas frágeis ou sensíveis. Não sentir culpa quando — mesmo sem culpa — não temos como aceitar aquilo que uma generosidade pervertida pela visão de proventos futuros despoja aos nossos pés. É da nossa natureza que a bondade só nos roce a pele como um casaco de verão pouco útil, pousado nos ombros apenas para tornar tolerável um vestido que queremos mesmo exibir ao mundo. A bondade, apenas e na estrita medida em que gere reconhecimento, gratidão, e dependência; e, com a propensão humana para a adição, o alojamento de um parasita que carregaremos até ao fim dos tempos.



publicado por Laura Abreu Cravo às 14:48
link do post | comentar | ver comentários (3) |

Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Para levar na jukebox mental cada vez que for à sala das fotocópias


publicado por Laura Abreu Cravo às 13:37
link do post | comentar | ver comentários (1) |

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
Para evitar a incerteza

Para evitar a incerteza, planeou meticulosamente o fracasso, secou a esperança com precisão cirúrgica e fechou as portas a tudo o que florescesse. Afinal, se se trata, como dizia Beckett, do exercício performativo do “to fail better”; aos de nós que sejam avessos a tripular viagens turbulentas a bordo de balões de ar quente — de irrepreensível efeito estético, mas absolutamente vulneráveis à mais singela alfinetada — resta a certeza apaziguadora do malogro provocado. Sem batalhas homéricas ou vitórias parciais inspiradoras, sem razão de existir que não a absoluta e assertiva eficiência na burocracia de evitar o fracasso. O bálsamo do vazio imputrescível por oposição à dor do incumprimento.   



publicado por Laura Abreu Cravo às 16:58
link do post | comentar |

Laura Abreu Cravo
Em@il
Na Jukebox Mental

Pesquisar
 
Outros Venenos
31 da Armada
Revista Atlântico
Últimas Entradas

O Mel Com Cicuta acabou

Dos princípios vergados a...

Da falta de saídas profis...

O rei da selva

Vamos lá falar de coisas

O primeiro dia do nosso V...

A Corte

...

Por Deus, façam cerimónia...

Vai haver muita foto nest...

Arquivos

Outubro 2011

Julho 2010

Junho 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

blogs SAPO
Subscrever feeds