Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Vim apanhar o fim daquela coisa dos blogues com o Primeiro-ministro. É quase noite e tenho fome. No entanto, queria só dar nota de que algumas pessoas (indistintamente à esquerda e à direita) vieram cá para poder falar muito tempo sobre o seu próprio umbigo ideológico e ter o senhor amarrado à cadeira a ouvi-las.

Uma das coisas que me leva a ser de direita é a legitimidade para olhar com enfado para o entusismo azeiteiro dos outros. Por Deus, limitem-se às perguntas importantes e deixem os manifestos para quando não tiverem reféns num espaço sem ar condicionado. Obrigada.



publicado por Laura Abreu Cravo às 20:43
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Ouço o ruído dos entusiasmados com os destinos do país e a dívida como quem entrou num restaurante para comer rapidamente sozinho e aterra no meio de vários jantares de grupo que festejam aniversários e fins de curso. Tudo me parece um pouco difuso, como acabado de acordar, e os sons aparecem como que enfiados dentro de uma caixa de ressonância fazendo eco sobre si mesmos. No meio da confusão, tento esgueirar-me a dar opiniões. Não é cinismo, é desalento. Não reconheço brilhantismo no trabalho apresentado por este governo e custa-me comprar a ideia de que investimento público com consequências a longuíssimo prazo seja a medida certa, adequada e proporcional para compensar a ocasional renitência assustada dos privados em investir. Mas custa-me mais olhar para a alternativa e ver uma mancha de gente e de som, semi-entrincheirada, a lutar guerras pessoais esquecendo-se do país e dos eleitores, que adia a apresentação das suas propostas para uma altura em que já não haverá grande tempo para discuti-las, deixando-nos a todos, à direita, com coisa nenhuma para contrapor ante a interpelação entusiasmada da esquerda. Não é enfado, não. É desalento.



publicado por Laura Abreu Cravo às 12:48
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Domingo, 19 de Julho de 2009
Melting pot matinal

Tomar pequeno almoço no mesmo sítio que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o JP Simões, a menina que fazia de Marta da OK Teleseguro e o Fernando Ribeiro dos Moonspell.



publicado por Laura Abreu Cravo às 11:11
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Novas formas de discriminação

Pior do que ser homossexual masculino e querer dar sangue, só mesmo ter rinite alérgica e espirrar na Fnac em altura de pânico de pandemia.



publicado por Laura Abreu Cravo às 11:07
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Novas unidades familiares

O menino ateu de esquerda vai visitar a avó enquanto a miúda católica de direita vai pular ao som dos Killers.



publicado por Laura Abreu Cravo às 11:05
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

 

E lá fui eu, ante um mar de reivindicações domésticas, concedendo largar o meu Cortázar durante umas horas para ver a Valsa com Bashir, filme tremendíssimo ao qual se foi tecendo loas em cada dia dos meses que passaram, de tal forma que me senti oprimida pelo crime cometido em cada dia de o não ter visto.

 O filme é enfadonho. O tema é interessante, a animação é magistral, mas aquilo que me faz estar à frente de um filme — a forma como me mastigam a história — é sofrível. O desfiar dos factos é lento, a abordagem puramente circunstancial e militar, sem a análise política e humana mais vasta que (a mim) interessaria. Armas, o massacre, sangue, cabeças a explodir, famílias fuziladas contra uma parede, o horror, trauma pós-guerra. É forte? Sem dúvida. Mas não é bom. E, se não fossem os bonecos, não seria menos entediante do que um dos tradicionais filmes americanos do género que me deixam particularmente irritada. Nem todas as formas de chamar filhos da mãe aos israelitas podem ser arte.



publicado por Laura Abreu Cravo às 15:12
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

O drama do control freak não é deixar as suas ilusões nas mãos do outro. É deixar a logística.



publicado por Laura Abreu Cravo às 17:45
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Vá lá que cancelaram a reunião da tarde

A mulher moderna tem de pensar em tudo. Há poucos dias li algures que fazer dieta é coisa que requer muita disponibilidade. É um facto. Num escritório, o intervalo (ou mesmo o sucedâneo) das refeições passa sempre por engolir qualquer coisa estupidamente calórica à frente do monitor. Sucede que uma certa advogada da nossa praça resolveu recorrer aos préstimos de um simpático nutricionista que fez fortuna a tratar as suas pacientes como se estas fossem (além de gordas) dotadas de pouco menos que um neurónio moribundo ; e pôs mãos à obra na eliminação de tudo o que seja comida proibida (o que implicou nunca mais passar sequer a 2 metros da máquina que aloja os M&M’s). Ora, assim sendo, vai de sobreviver a iogurtes magros, uma barras de qualquer coisa que sabem a uma mistura de alfafa com restos de pneu e fruta (desde que não tenha excesso de açúcar, ou seja, desde que não saiba a fruta). E assim chegamos ao momento em que, disciplinada e à hora do lanche, deita mão a um compal essencial de morango cuja abertura só passou a ser fácil quando já ocupava quase todo o vestido branco a ser usado pelo segunda vez. Podiam ter avisado que fazer dieta exige disponibilidade porque tem de se passar os dias a correr para a lavandaria.



publicado por Laura Abreu Cravo às 17:39
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E, depois, há ainda um tipo de mulher que só legitima os machistas: aquela que se tem em tão absoluta e estúpida boa conta que faz questão de insinuar a toda a gente que, assim tão inteligente, até podia ser um homem.



publicado por Laura Abreu Cravo às 10:26
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

O drama do(a) control freak não é saber que a coisa imaginada ou objecto de desejo acabou / desapareceu para sempre. É saber que essa coisa tomou outra forma, uma que ele ainda desconhece e não consegue antecipar.



publicado por Laura Abreu Cravo às 19:08
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Laura Abreu Cravo
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