Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
O Natal

É verdade, Lourenço. Não se trata tanto de não gostar do Natal quanto de não apreciar o espectáculo circense. As nossas lojas são ocupadas por uma horda de ávidos consumidores ocasionais (há uma semana que declarei qualquer loja do chiado território interdito); não se consegue sair de casa para comprar pão sem ter de gramar com 67 pais natais; grande parte dos locais anteriormente civilizados transforma-se numa ode ao material inflamável; e, finalmente (mais grave que tudo o resto) o bruaá das nossas ruas é deposto pelas músicas natalícias, que mais parecem uma marreta, tal a subtileza da abordagem. E ainda usaram a varanda do meu prédio para suporte de uma iluminação de gosto duvidoso. O Natal é quando o homem quiser? Com certeza. Assim sendo, se não se importam, podiam tratar do assunto em Agosto, quando estou fora em viagem. Obrigada.



publicado por Laura Abreu Cravo às 12:33
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Comentários:
De Anónimo a 18 de Novembro de 2008 às 17:37
Não sei, como á gente que gosta, mas digo-te, porque será que as pessoas olham para nos de forma diferente quando dizemos, Não gosto do Natal", não gosto acho uma seca, uma perda de tempo e principalmente de dinheiro....mas claro...temos de continuar a alimentar o sistema....


De Mirtilo Ruivacho a 19 de Novembro de 2008 às 22:53
... Pois é, o Natal... e ele está aí quase, a um palmo de distância, Natal de tanta coisa, de passagem com a família, de miniférias, cá ou no estrangeiro, de passeio a ver montras e de apertadas andanças pelos hipermercados e centros comerciais..., mas sobretudo de gastar e esbanjar dinheiro ou contrair dívidas e mais dívidas, andar a cansar-se, a esgotar-se, até quase cair de exaustão física ou psicológica, ou de síncope cardíaca, a pensar e a descobrir o que se há-de comprar para dar a A, B, C, ... ou X ... É de mais!... Em fundo há ainda qualquer resquício, que pretende manter-se puro, de Natal, religiosidade e Jesus, mas o que afinal mais vem ou está à superfície, nos rostos, nos olhos, nas mãos, nos interiores das pessoas, é consumismo, no vestir, no calçar, no comer, no oferecer, no gozar, no sair, até certamente no prazer físico erótico-sexual... E mesmo sem se comungar neste tipo de Natal, inflacionado, como diz, até de Pais Natais, como se uma profissão fosse, as quase raras pessoas que não gostam destes hipócritas Natais têm de os aturar, de os sofrer. Por isso, o Natal, isto é, a quadra do Natal e do consumismo é para mim quase uma Via Sacra. Portanto, compreendo os seus desabafos e comungo com eles.

(Mirtilo)


De ampulhetas1 a 20 de Novembro de 2008 às 03:29
natal...é só um a épocazinha

com toda a pequenez duma própia épocazinda


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