Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Imaginem uma rapariga feliz. Essa rapariga feliz vê-se, por imperiosas circunstâncias da vida, a braços com a organização de um evento. A subcontratação não surgiu como hipótese. A locomotiva festivaleira começa o seu trajecto. Localização, comida, bebida e roupa a usar. Estes parecem os pontos com os quais alguém, neste caso, pode legitimamente justificar a perda de horas de sono. De repente, a locomotiva toma vida própria, ganha velocidade e começam a chover questões como as flores, o bolo, o fotógrafo, as lembranças, a decoração. Quando afirmamos que não vai haver metade desses tarecos olham-nos como se estivéssemos a profanar sepulturas e acusam-nos de estarmos a querer organizar uma festa como se fossemos simplesmente frequentá-la como convidados.

Permitam-me um pequeno esclarecimento: eu sou uma rapariga simples. Quero um espaço bonito, um vestido arrasador e comida e bebida para partilhar com os amigos como nos jantares lá de casa. Trabalho a desoras e tenho uma fracção limitada de atenção para dispensar a coisas que não sejam realmente essenciais. Flores? Com certeza, mas não precisamos de instalações ou testemunhos de artes plásticas. Lembranças e bolo? Não me lembro de haver aniversários, mas, em havendo, solicitamos que os amigos dos aniversariantes providenciem o que acharem relevante a expensas suas. No mais, e caso achem que me está a escapar algum pormenor, façam uma gentileza: não me digam, não informem, tratem do assunto sozinhos e surpreendam. Ou calem-se para sempre (pelo que muito serão apreciados). Posto isto, vamos só ali reunir com o catering e tentar convencer aquelas pessoas que tudo o que tenha nome estrangeiro e seja feito com recurso a expedientes como a fusão de alimentos é bom para aulas de química das crianças, mas não para alimentar gente com fome que vai passar uma noite a dançar.



publicado por Laura Abreu Cravo às 17:02
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Comentários:
De Miss Kin a 13 de Fevereiro de 2009 às 19:03
Os srs têm que vender... Por muito que bolo fique sempre bem a meio de uma noite de dança!


De Lourenço a 13 de Fevereiro de 2009 às 23:40
Olha que falo do alto da experiência, hein? Isto para dizer que estás num belíssimo caminho. Deixar andar e delegar tudo em pessoas que não têm o teu número de telemóvel é o que há de melhor a fazer. Quanto ao catering, julgo já ter estado presente numa dessas cerimónias alimentada a cozido à portuguesa. Não estou a dizer que foi o meu.


De Eva a 26 de Fevereiro de 2009 às 16:58
Confirmo que é perfeitamente possível casar sem essas "tolices" todas...e ficar casada pelo menos 10 anos!
Eva


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