Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006
A humanidade na perspectiva do utilizador
Há seres humanos que bem podemos mandar para o lixo, com desapego, sem que nos detenhamos a adivinhar-lhes outras potencialidades.
Já outros, por razões várias, arrastamos até a "reciclagem" onde jazem, esquecidos, para que, um dia - a pretexto de procurar um outro ficheiro erradamente apagado - possamos redescobri-lo e restaurar a sua utilidade.


publicado por Laura Abreu Cravo às 13:03
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Comentários:
De Elaine de Astolat a 4 de Dezembro de 2006 às 15:08
" Todos nascemos assassinos. Não por diversão, mas por necessidade. Em vários estágios da vida vimo-nos obrigados a matar.Matamos lugares, sentimentos, olhares e cheiros; e, acima de tudo, matamos pessoas.Algumas matamos a frio, como quem chega por trás, de repente. Outras vamos matando com o veneno do esquecimento. E há ainda aquelas que matamos com uma facada nas costas, e as que assassinamos para não morrermos primeiro.Eu? Eu já matei de todas as formas, em vários lugares.Matei amigos, família, conhecidos, desconhecidos, amores e desamores.Alguns eu enterrei e esqueci-me do sítio, outros ressuscitei e voltei a matar.Porque, quando sentimos que estão a matar-nos, temos que matar primeiro.A faca da mentira é a arma mais letal que conheci até hoje. Não se pode lutar com ela, porque quando ela nos espeta, deixa um veneno que escorre pelo sangue e se espalha pelo corpo e pela alma, como se de um cancro se tratasse. E quando os sintomas se vão e julgamos estar curados da facada, eis que sentimos o veneno legado pela dita a ferver nas veias, de onde não podemos tirá-lo.É um estado terminal. Sabemos, então, as únicas hipóteses de cura que nos restam – matar aqueles que nos esfaquearam, ou morrer do veneno da facada.Eu escolhi matar.Matar de outra maneira, porque a facada dói.Quis matar, sim, mas ainda assim de forma indolor. Não quero espalhar facadas.Escolhi então o veneno do esquecimento, essa arma complexa que é tão difícil de usar.Tirei o manual de instruções do coração e li-o á alma, e então consegui.E foi assim, assassinando, que fiquei viúva."
escrito por Maria


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