29
Mar07
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Laura Abreu Cravo
Algumas pessoas e relações humanas são como aquelas velas mágicas dos bolos de aniversário de quando somos pequenos: a turba canta desafinadamente, bate palmas descoordenadas, a gente sopra, sopra, apaga as ditas, e elas tornam a acender. Uma e outra vez. E mais ainda. Mesmo que já ninguém cante nem bata palmas. Algures entre a inutilidade patética e a empáfia solitária.
