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Mel Com Cicuta

Without the aid of prejudice and custom I should not be able to find my way across the room. William Hazlitt

Without the aid of prejudice and custom I should not be able to find my way across the room. William Hazlitt

Mel Com Cicuta

08
Out07

Na Praia de Chesil, de Ian McEwan (um desabafo)

Laura Abreu Cravo
Só quem nunca leu outra coisa diria que este é um mau livro. McEwan escreve, de facto, muito bem— coisa que, infelizmente, não é tão comum nas obras publicadas como se possa imaginar— e isso, por si só, faz meia obra. Mas este livro é um bom exemplo de como um início fortíssimo e violento pode descambar numa coisa relativamente sem graça. Por Deus, o que foi aquele final que pingava piedade e sebastianismo emocional?
04
Out07

Direitos do autor

Laura Abreu Cravo
Acordo. Arrasto-me para o bule de chá preto a ferver. Sento-me à secretária e ligo o MAC que, preguiçoso como eu, se espreguiça ante os primeiros raios do sol que o arrastar pesado dos cortinados deixa espreitar. Abro a página do blogue e sigo para a moderação de comentários. Entre os rotineiros convivas, algumas visitas da casa, visitantes acidentais e de ocasião e bloggers que chegaram através de outros blogues. Piadas privadas, simpáticos elogios ou observações cordatas e factuais. Assim era o acordar deste blogue. Depois, com os leitores, além dos amigos ou dos cúmplices desconhecidos, chegaram os insultos. Todos os dias, aqui, ali e além.
Algumas pessoas garantem-me que, pelo facto de ter escarrapachado os meus escritos num blogue, assumi e aceitei o risco de ser insultada, e, adicionalmente, assenti num direito da contraparte a esperar a minha resposta. Ah, a tão considerada “polémica”. Com as caixas de comentários ou os próprios blogues por veículo a turba insulta-se, desconsidera-se, esgrime imbecilidades e relê, embevecida, os textos que reflectem a sua própria bílis.
É claro que respondo a provocações. Quando acho graça, quando o interlocutor é inteligente e elegante, quando o assunto me é particularmente caro. No caso do insulto nem apetece. Como é que se elabora sobre o insulto (quando, na maioria das vezes traz roupagens toscas e literais, sem ponta de graça)?
Que me desculpem os estudiosos da antropologia bloguística que defendem o direito do leitor decorrente da alienação gerada pela publicação do post. Que se lixem. No meu blogue escrevo e respondo na exacta medida do que me apetece. O único direito do leitor é não ler, não entrar, não clicar no link, pendurar alho e crucifixos no seu próprio monitor, atirar fruta podre ao meu template. Mas sem lições de moral (que maçam), sem fúrias evangelizadoras (que adormecem), sem tolices adolescentes (que enfastiam). O insulto, bem feito, não é uma selvajaria de boca cheia, é um intrincado de subtilezas, um rendilhar de ironias, um sussurrar sibilino mas gélido ao ouvido.
Um amigo diz sempre que temos de aprender a escrever “sem qualquer respeito pelo leitor”. E eu respeito isso.
04
Out07

Mais giras

Laura Abreu Cravo
Enganam-se as mulheres sempre que acham que o homem com quem estavam ou estiveram em tempos dormiu com outra mulher por vingança ou provocação. Quem de nós nunca ouviu — de uma amiga ou na mesa ao lado do café — um comentário ente o vitorioso e o indignado, sobre a “galdéria” com quem o “biltre” tinha dormido, só para “me fazer ciúmes”? Que a avidez da dignidade não nos cegue. Os homens dormem com outras mulheres quando lhes apetece e apenas porque elas são (ou, naquele momento e especiais circunstâncias, parecem) mais giras (e menos complicadas) do que nós.  
01
Out07

Be careful what you wish for

Laura Abreu Cravo
Os católicos estão habituados a mostrar-se gratos pelas graças que lhes tenham sido concedidas, os feitos e pedidos atendidos, a concretização das suas vontades. Daquela vez — e certamente em muitas outras de que já não guardava memória — ajoelhava-se pela graça não concedida, pelo pedido recusado, pela prudência divina da não realização do seu desejo.
01
Out07

Ticket to Ride

Laura Abreu Cravo

 

No dia 7 de Novembro, que é , segundo a Wikipédia, véspera dos aniversários: (i)  da primeira abertura do Louvre; (ii) da descoberta dos Raio X por Röntgen; (iii) do estabelecimento do Território Britânico do Oceano índico e (iv) do lançamento do primeiro DVD do concerto Live Aid.

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