Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mel Com Cicuta

Without the aid of prejudice and custom I should not be able to find my way across the room. William Hazlitt

Without the aid of prejudice and custom I should not be able to find my way across the room. William Hazlitt

Mel Com Cicuta

18
Dez07

On conservative girls

Laura Abreu Cravo
Desde que cheguei à blogosfera tenho assistido a um interessante corrupio de auto e hetero definições entre liberais e conservadores. Argumentos de pendor económico, nuns casos; noutros, a não menos relevante questão dos costumes. Uns e outros tomando posições no mundo partindo do pressuposto de que pertencem a uma destas famílias ou, num trajecto inverso, descobrindo-se membros de uma ou outra tendo em conta as suas posições ante casos concretos. Conheço poucos blogues que se definam como liberais e não tenham uma linha editorial exclusivamente politica, talvez apenas estes rapazes. Já nos conservadores, basta atentar na epígrafe apresentada pelo jovem Tiago (que posso quase garantir, a escrever desta maneira, nasceu já com 47 anos) ou neste cavalheiro (com quem basta estar durante o tempo suficiente para lhe ouvir um par de palavras e perceber o quão apelativo pode ser o vinco do tweed emocional).
Ao contrário de muitos que tenho o prazer de ler, não percebi nada destas coisas senão a duras penas. Não vibrei ao descobrir-me liberal, no que à economia diz respeito, porque tudo isso me pareceu bastante e apenas inevitável, mas no resto, naquilo que é a vida e a minha relação com o mundo, na minha experiência não apenas sensorial com tudo o que me rodeia, a ferro e fogo fui-me descobrindo conservadora, reaccionária mesmo. Porque a mudança, mesmo para melhor, mesmo para acomodar o ainda desconhecido bom que vem tomar lugar do mau já familiar, não chega nunca sem resistência, sem uma guerra interior de horror ao incerto, sem a necessidade de deitar fogo ao que lá esteja para poder plantar de novo. Não quer dizer que o conservador não reconheça e ceda à necessidade de mudar, significa apenas que a mudança se nos apresenta (sempre e necessariamente) como um princípio agressivo, como um reduto último, temido e respeitado como as grandes tempestades no mar.
Muitos dirão que em cada conservador está um pateta medroso e inseguro. Mas há uma parcela de humanidade com esta singular e estranha característica: quando lhe tiram o conhecido e o que tem por certo, olha para as próprias mãos em concha e identifica apenas o desconhecimento do porvir e o aguardado mundo de novas vivências. E todo esse novo mundo, até ver, parece demasiado pouco de tão vasto.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Laura Abreu Cravo

Em@il

Arquivo

  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2010
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2009
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2008
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2007
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2006
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2005
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D